Diálogos Teóricos: contribuições de Edward Carr e John Ikenberry sobre a Ordem Internacional

Rafaela Mello Rodrigues de Sá[1]             A partir da leitura de “20 Anos de Crise” (1939) de Edward H. Carr, é possível traçar uma relação com alguns conceitos abordados por John Ikenberry, em seu livro “After Victory” (2001). Além de conceitos semelhantes que são tratados pelos autores, há também uma conexão temporal, já que eles…

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Encerramento de ciclos e crises institucionais na América Latina

A eleição de Hugo Chávez na Venezuela no ano de 1999 é considerada como o marco inicial da chamada Maré Rosa (Panizza, 2006), marcada pela ascensão de diversos governos progressistas na América Latina. Segundo o professor Fabrício Pereira da Silva, isso foi possível, pois as esquerdas latino-americanas aprenderam a participar de regimes formalmente democráticos e…

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Por quê a direita deveria fortalecer os organismos internacionais?

Historicamente, a esquerda tem uma maior propensão a refletir a sociedade e a economia para além de suas fronteiras físicas, mas isso não quer dizer que ela detenha o monopólio do pensamento transnacional. Para não retroagir muito sem necessidade, o corte temporal será o século XX, que já possuía um cenário de sufrágio universal, outros tipos de economia para além da indústria já eram realidade, as democracias liberais e a social democracia já existiam, e a velha tensão entre capital e força de trabalho que continuou a orientar a direita e a esquerda.

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GRANDE ESTRATÉGIA E O PODER MARÍTIMO BRASILEIRO (2007-2018)

O poder de um Estado sobre o seu território marinho não se faz apenas diante de sua Marinha, mas de todo um arcabouço de determinação sobre os mares, é o que a geopolítica chama de Poder Marítimo. Na teoria do Poder Marítimo, Mahan diz que a chave da hegemonia está no controle das rotas marítimas, a posse plena do Poder Marítimo é indispensável para um Estado que almeja se tornar uma potência, o mar, então é fonte de poder nacional. Martin Wight, enfatiza que um bom acesso ao mar é capaz de manter um Estado em contato com a maior parte do globo, ao passo que um Estado terrestre necessita da autorização de outros Estados para poder atravessar um território e poder entrar em contato com o globo (WIGHT, 2002, p.54).

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As flutuações da Política Externa brasileira: O momento atual

By: Victor José Portella Checchia Da República Velha (1889-1930) aos dias atuais, o Brasil conduz sua política externa em consonância aos preceitos que regem o cenário global, em que as inserções do país na política e economia internacional oscilam entre um período que se pode chamar de “pendular”, na década de 30, durante o nacional-desenvolvimentismo…

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Primavera Latina: Evolução ou consequência de um projeto geopolítico?

Há quase 10 anos atrás a CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e Caribe) anunciava o crescimento da região em meio a um mundo conturbado devido aos efeitos da Crise Financeira Internacional e da redução dos preços das commodities. As maiores taxas de crescimento em 2010 se concentravam na América do Sul, encabeçadas pela economia…

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Entre a Globalização e a Autarquia: a França de Jacques Chirac

Carlos Frederico Pereira da Silva Gama[i] Em 26 de Setembro de 2019 falecia Jacques Chirac, aos 86 anos. Presidente da França por 12 anos (1995-2007), primeiro-ministro (1974-76, 1986-88), prefeito de Paris, Chirac foi um dos últimos líderes mundiais do período da Guerra Fria. Semanas depois, em 8 de Outubro, agricultores fechavam as principais rodovias da…

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