Cooperação Brasil-África: Guiné-Bissau na era Lula

O Brasil encontra muitas de suas raízes culturais no continente africano e, em particular, nas ex-colônias portuguesas: Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique. Se compartilharam o domínio do império lusófono, eles tiveram destinos bem diferentes e o Brasil pôde conhecer uma evolução significativamente mais importante que o tornou uma das maiores potências econômicas internacionais enquanto seus pares africanos, em grande parte, se mantiveram em um grau extremo de subdesenvolvimento.

Infelizmente, nesse quadro crítico, as liberdades tão fundamentais ao desenvolvimento nacional junto com o respeito aos Direitos Humanos sempre foram muito fragilizados, conduzindo ao atolamento em crises políticas, de saúde pública, educação ou ainda econômicas graves. É o caso da Guiné-Bissau sobre a qual concentraremos nossa análise. As relações diplomáticas do país africano com o Brasil são particularmente estratégicas hoje, tanto que a Folha de São Paulo, em maio de 2014, chegou a defini-la como a sua “nova vitrine internacional”.

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O mosaico árabe

Embora os termos “mundo islâmico” ou “mundo árabe” são usados com frequência na área das relações internacionais e outras ciências sociais ambos foram marcados com os acontecimentos do pós Guerra Fria e pelas tensões decorrentes do atrito entre as civilizações principalmente após a intensificação do processo da globalização.

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