O reconhecimento do lobby e os princípios descritos no artigo 37 da Constituição Federal de 1988

A palavra lobby é originária da língua inglesa e, etimologicamente, designa o salão de entrada dos edifícios. Com o tempo, o termo saiu da arquitetura e se expandiu para o ramo político, referindo-se à atuação de representantes de interesses, os chamados lobistas, que, para apresentar seus pleitos, esperavam a passagem de tomadores de decisões políticas pelo salão de…

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Dois níveis, dois erros

As execuções dos brasileiros Rodrigo Gularte e Marco Archer Cardoso Moreira pelo governo da Indonésia foram muito noticiadas pela mídia brasileira. O ponto interessante das duas situações são os jogos de dois níveis – influências, diretas ou indiretas, entre as políticas internas e externas dos países – que foram desempenhados pelos dois países. No caso…

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Atores Marginais

Assim como toda ciência, ou método investigativo científico, as Relações Internacionais precisam eleger uma série de ferramentas e pressupostas para realizar sua análise. Um conceito central é a existência e determinação dos agentes, ou atores (na linguagem das RIs), sendo eles o Estado-nação e as Organizações Internacionais (OI). Todos os demais agentes sociais devem ser…

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O mosaico árabe

Embora os termos “mundo islâmico” ou “mundo árabe” são usados com frequência na área das relações internacionais e outras ciências sociais ambos foram marcados com os acontecimentos do pós Guerra Fria e pelas tensões decorrentes do atrito entre as civilizações principalmente após a intensificação do processo da globalização.

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Até as quinhentas

Até às quinhentas é uma expressão em crioulo da Guiné-Bissau, que resume de uma forma pertinente e profunda o que foi a experiência de gestão em cooperação internacional que tenho o prazer de compartilhar aqui. Até às quinhentas, ou como chegar ao seu objetivo com persistência, obstinação e, acima de tudo, quando tudo parece em…

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A financeirização e a “força” internacional dos micro e pequenos estados

Segundo a teoria clássica existem três componentes básicos para a formação de um estado e seu reconhecimento no panorama internacional: Um território delimitado por fronteiras, poder militar necessário para garantir sua sobrevivência e segurança e por último à capacidade de captar impostos usados para a manutenção do mesmo. Este três ingredientes explicam como o Estado…

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O Golpe Militar da Guiné-Bissau de 12 de abril de 2012 no âmbito do Direito Internacional

INTRODUÇÃO No dia 12 de abril de 2012, no meio de um processo eleitoral, a Guiné-Bissau sofreu o quinto golpe militar desde sua independência (1973), que colocou abaixo, mais uma vez, as iniciativas democráticas de evolução política e econômica do país. Desde a sangrenta guerra civil de 98/99, a sociedade internacional tem olhado para o…

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O Tratado de Belfast e sua aplicabilidade na Irlanda do Norte

A Irlanda do Norte é um pequeno país ocidental, de origem normanda, e religião cristã. Não está localizado entre o pobre recorte geográfico que se transformou o continente africano, muito menos encravado nas disputadas colinas árabes. Nem de perto esconde riquezas naturais que fariam brilhar os cofres de uma economia, nem ocupa um ponto estratégico capaz de justificar a mais longas das guerras. Mesmo assim, esse diminuto território – que nem de longe preenche os esteriótipo de um território em conflito – foi palco de uma guerra civil que durou, oficialmente, cerca de trinta anos e que dividiu o país ao meio.

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