Diálogos Teóricos: contribuições de Edward Carr e John Ikenberry sobre a Ordem Internacional

Rafaela Mello Rodrigues de Sá[1]             A partir da leitura de “20 Anos de Crise” (1939) de Edward H. Carr, é possível traçar uma relação com alguns conceitos abordados por John Ikenberry, em seu livro “After Victory” (2001). Além de conceitos semelhantes que são tratados pelos autores, há também uma conexão temporal, já que eles…

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O início e o fim (?) do mandato de Donald Trump e as suas consequências para a democracia

Embora a vitória eleitoral de Donald J. Trump, em 2016, tenha sido anunciada por muitos veículos de imprensa com espanto, ela não pode ser considerada uma surpresa; na medida em que o então candidato apresentava empate técnico com a sua adversária do Partido Democrata, Hillary Clinton, nas últimas pesquisas antes do pleito. O resultado de…

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Relações Moçambique –Malawi: Uma reflexão em Torno da Pretensão Malawiana na navegabilidade dos Rios Shire e Zambeze

O tema em pesquisa enquadra-se  espacialmente  no  Malawi[1]  e  em  Moçambique.  O  Malawi  é importante para a nossa abordagem pois é deste Estado que se aborda a Politica Externa e os esforços para a aquisição do aval para a navegabilidade no Shire[2] e no Zambeze. Moçambique  é  relevante  pois  da  navegabilidade  podem  advir  implicações negativas…

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Contributo da Integração na Africa Austral para o desenvolvimento económico dos Estados Membros: Caso de Moçambique.

Este  enquadra-se  espacialmente  na SADC e  em  Moçambique. A SADC  é importante para a nossa abordagem pois é neste órgão onde foram desenvolvidos as infra-estruturas para garantir as acessibilidades quer internas de cada país  membro quer regionais, pois permite a livre circulação de pessoas e bens promovendo desenvolvimento que é vital  para a promoção do…

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Parceria Regional Econômica Abrangente (RCEP) – O maior acordo comercial da história da humanidade

Após oito anos de negociação, foi oficializado neste domingo (15/11), em conferência virtual, a criação do maior tratado comercial do mundo, que envolve os dez membros do sudeste asiático (Brunei, Camboja, Cingapura, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, Tailândia e Vietnã) que formam a Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático) mais China, Japão, Coreia do…

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Encerramento de ciclos e crises institucionais na América Latina

A eleição de Hugo Chávez na Venezuela no ano de 1999 é considerada como o marco inicial da chamada Maré Rosa (Panizza, 2006), marcada pela ascensão de diversos governos progressistas na América Latina. Segundo o professor Fabrício Pereira da Silva, isso foi possível, pois as esquerdas latino-americanas aprenderam a participar de regimes formalmente democráticos e…

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Resenha livro: Narrativa dos Ratos, uma epopeia da tomada do poder

Rato…Um termo cuja conotação negativa é usada frequentemente pela sociedade para designar determinados políticos e pessoas quando cometem ou são relacionadas com crimes de corrupção, malversação, peculato, obstrução, prevaricação, desvio de recursos, entre outros… A figura do roedor, ora adorado em determinadas culturas ou como uma personagem de desenhos e filme, ora considerado uma praga,…

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Por quê a direita deveria fortalecer os organismos internacionais?

Historicamente, a esquerda tem uma maior propensão a refletir a sociedade e a economia para além de suas fronteiras físicas, mas isso não quer dizer que ela detenha o monopólio do pensamento transnacional. Para não retroagir muito sem necessidade, o corte temporal será o século XX, que já possuía um cenário de sufrágio universal, outros tipos de economia para além da indústria já eram realidade, as democracias liberais e a social democracia já existiam, e a velha tensão entre capital e força de trabalho que continuou a orientar a direita e a esquerda.

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GRANDE ESTRATÉGIA E O PODER MARÍTIMO BRASILEIRO (2007-2018)

O poder de um Estado sobre o seu território marinho não se faz apenas diante de sua Marinha, mas de todo um arcabouço de determinação sobre os mares, é o que a geopolítica chama de Poder Marítimo. Na teoria do Poder Marítimo, Mahan diz que a chave da hegemonia está no controle das rotas marítimas, a posse plena do Poder Marítimo é indispensável para um Estado que almeja se tornar uma potência, o mar, então é fonte de poder nacional. Martin Wight, enfatiza que um bom acesso ao mar é capaz de manter um Estado em contato com a maior parte do globo, ao passo que um Estado terrestre necessita da autorização de outros Estados para poder atravessar um território e poder entrar em contato com o globo (WIGHT, 2002, p.54).

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