Por quê a direita deveria fortalecer os organismos internacionais?

Historicamente, a esquerda tem uma maior propensão a refletir a sociedade e a economia para além de suas fronteiras físicas, mas isso não quer dizer que ela detenha o monopólio do pensamento transnacional. Para não retroagir muito sem necessidade, o corte temporal será o século XX, que já possuía um cenário de sufrágio universal, outros tipos de economia para além da indústria já eram realidade, as democracias liberais e a social democracia já existiam, e a velha tensão entre capital e força de trabalho que continuou a orientar a direita e a esquerda.

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GRANDE ESTRATÉGIA E O PODER MARÍTIMO BRASILEIRO (2007-2018)

O poder de um Estado sobre o seu território marinho não se faz apenas diante de sua Marinha, mas de todo um arcabouço de determinação sobre os mares, é o que a geopolítica chama de Poder Marítimo. Na teoria do Poder Marítimo, Mahan diz que a chave da hegemonia está no controle das rotas marítimas, a posse plena do Poder Marítimo é indispensável para um Estado que almeja se tornar uma potência, o mar, então é fonte de poder nacional. Martin Wight, enfatiza que um bom acesso ao mar é capaz de manter um Estado em contato com a maior parte do globo, ao passo que um Estado terrestre necessita da autorização de outros Estados para poder atravessar um território e poder entrar em contato com o globo (WIGHT, 2002, p.54).

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Geopolítica: a vingança de Confúcio e os novos Soberanos

Por Orivaldo Nunes Jr. Resumo: Dois blocos econômicos vinham se formando no planeta Terra após a extinção da União Soviética e o fim da Guerra Fria em 1991, com a ascensão da China tecnológica. Em 2001 os EUA tentaram retomar sua maquinaria de guerra permanente com o falso ataque às Torres Gêmeas, instaurando o inimigo…

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O conflituoso século XXI: Do Y2K a Internet Soberana Russa. Admirável mundo novo ou transformação da ordem mundial?

Edson José de Araujo1   1 – INTRODUÇÃO Desde que o conceito de cibernética foi estabelecido pelo matemático norte-americano, Norbert Wiener (1894-1964) na década de 1940, o termo ficou cunhado como uma revolução que não ficou restrita ao plano tecnológico dos computadores de grande performance ou das máquinas que imitam o comportamento dos seres vivos,…

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As flutuações da Política Externa brasileira: O momento atual

By: Victor José Portella Checchia Da República Velha (1889-1930) aos dias atuais, o Brasil conduz sua política externa em consonância aos preceitos que regem o cenário global, em que as inserções do país na política e economia internacional oscilam entre um período que se pode chamar de “pendular”, na década de 30, durante o nacional-desenvolvimentismo…

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A Espanha na encruzilhada de crises: incerteza e memória nas democracias do século XXI

Carlos Frederico Pereira da Silva Gama[i]   No segundo semestre de 2019, as redes sociais na Espanha foram invadidas pelas Taifas – os reinos muçulmanos sucessores do Califado de Córdoba entre os séculos XI e XIII. Na campanha eleitoral que se seguiu ao fracasso do governo socialista de Pedro Sánchez em formalizar uma aliança com…

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“Insulamento burocrático”, democracia e novos atores: o debate acerca do processo de construção da política externa brasileira

Felipe de Macedo Teixeira[1] O propósito do presente texto é apresentar ao leitor o debate contemporâneo da formação da política externa brasileira (PEB), suscitando questionamentos sobre o controle político da mesma, assim como seu caráter “insular”, ou seja, de centralização decisória em um só órgão, o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Para isso, realiza-se uma…

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A reascensão da China e seu projeto de globalização

Roberto Tadeu da Silva A China é uma das civilizações mais antigas do mundo, suas riquezas econômicas, culturais, científicas e tecnológicas, foram descritas por viajantes e comerciantes, despertando o interesse e a cobiça de vários povos. Era vanguarda do desenvolvimento entre os países, tendo, inclusive realizado grandes viagens marítimas aos Continentes Americano e Africano. Segundo…

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Entre a Globalização e a Autarquia: a França de Jacques Chirac

Carlos Frederico Pereira da Silva Gama[i] Em 26 de Setembro de 2019 falecia Jacques Chirac, aos 86 anos. Presidente da França por 12 anos (1995-2007), primeiro-ministro (1974-76, 1986-88), prefeito de Paris, Chirac foi um dos últimos líderes mundiais do período da Guerra Fria. Semanas depois, em 8 de Outubro, agricultores fechavam as principais rodovias da…

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PERSPECTIVA DA RELAÇÃO SINO-BRASILEIRA SOB O PRISMA DA 4º REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Natasha Melo Carlos¹ É ilusório pensar que a Quarta Revolução Industrial não é um fenômeno corrente. Esse processo, impulsionado pela associação entre a tecnologia física e recursos digitais, já é capaz de permitir uma melhor análise de dados provenientes de mecanismos robotizados, aumento de performance dos parques industriais e otimização do tempo de desenvolvimento e…

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