O mundo, foi surpreendido com a noticia veiculada pela mídia global, e com a divulgação feita pela Agência Espacial Norte Americana (Nasa), de que realizará a tão sonhada viagem a Marte, ou seja, viagem tripulada.

Embora tenha uma tecnologia avançadíssima para gerar segurança na elaboração e execução do projeto, há vários mistérios que trazem desconhecimentos pelo fato de ainda não existir experiência de voo há uma distância tão longínqua, acerca de 5.793 quilômetros do planeta terra, rumo ao planeta vermelho, fazendo com que a Nasa, realize uma série de testes nesse sentido, como por exemplo, a construção da cápsula Órion, que servirá de transporte interplanetário pelo espaço sideral para a tripulação de astronautas comandá-la, sendo que a tal cápsula foi desenvolvida para a exploração humana do espaço profundo, a uma velocidade máxima de 32.187 KM/h.

Primeiramente, a aeronave foi lançada para testes em dezembro de 2014 da base do Cabo Canaveral, nos Estados Unidos da América para sentir como a mesma suportará pressões no espaço sideral e deu certo o respectivo teste, pois considerado sensacional pela Nasa, desde o lançamento até o seu pouso, mas pelo fato da viagem estar programada para o ano de 2030, a Agência já está elaborando uma nova nave espacial, com a extensão de uma tecnologia mais avançada em paralelo, por causa da suposta depreciação das peças daquela, ou seja, um novo veículo de exploração veiculado, que inclusive já está preparado e chama-se Crew.

Concomitantemente, a tecnologia das aeronaves espaciais de tripulação, a Nasa explora dados capturados pela sonda Spirit (que foi enviada com antecedência ao planeta vermelho, para a coleta de dados e imagens, na obtenção de mais conhecimentos, para uma melhor adequação do projeto rumo a Marte). Paralelamente, cientistas da Nasa em conjunto com cientistas chilenos simulam condições do ambiente de Marte no deserto do Atacama, no Chile, por ter ambiente semelhante às condições do planeta vermelho, no que tange aos seguintes aspectos: de relevo, de temperaturas extremas (frio e calor), de alta radiação solar, de ventos fortes e de baixa umidade.

Entretanto, mesmo que haja equilíbrio tecnológico com o desenvolvimento das aeronaves espaciais Órion e Crew, bem como a construção de uma base simulada no deserto do Atacama, no Chile, tudo deve ser adequado no tempo e no espaço, de acordo com o planejamento estratégico de datas, fases e pretensões, traçadas pela Nasa e seu complexo estrutural e científico, conforme o passo a passo da respectiva missão. Senão vejamos:

No ano de 2020, a Nasa fará o primeiro lançamento de demonstração da tecnologia desenvolvida, enviando o satélite de comunicação que irá orbitar Marte para facilitar as transmissões, já no ano de 2022, a Nasa enviará um jipe – robô, denominado “desbravador”, no sentido de procurar a melhor região do planeta para a obtenção de energia solar e água, já em 2025, o mesmo jipe – robô terá preparado o terreno e montado a estrutura de permanência da tripulação, ou seja, montará o módulo de captação de água e estocagem de oxigênio, já no ano de 2026, a viagem se inicia com a montagem da aeronave espacial interplanetária, na órbita terrestre e por fim, no ano de 2030, os primeiros seres humanos chegarão ao planeta Marte, em uma viagem apenas de ida.

A tecnologia a ser utilizada na viagem a Marte vai muito além da percepção dos seres humanos leigos, mas é algo monstruoso, de peso, e importante para a humanidade, basta observarmos alguns outros aspectos da relevância dessa cruzada ao planeta vermelho:

Nota-se que, a cada dois anos de exploração em Marte, um novo grupo de quatro pessoas repetiria a viagem sucessivamente, e lá permanecerão sem retorno, além disso, os gastos são vultuosos para a conquista de Marte, ou seja, o custo estimado pela Nasa será de 6 bilhões de dólares até o primeiro voo, sendo que os demais voos, os chamados adicionais serão acrescentados mais 4 bilhões de dólares. Os valores aplicados no todo do projeto serão financiados por doações ou patrocínios que serão captados com a venda de imagens e transmissões internas e externas, como por exemplo, a execução de programas televisivos em canais abertos e ou fechados de reality shows, mostrando todo o processo de seleção de astronautas, bem como dos demais tripulantes que irão colonizar o planeta vermelho.

As dúvidas da humanidade são frequentes no sentido de que vai ou não dar certo a concretização da viagem, mas o principal é: porque o homem pretende explorar ambientes externos do planeta terra? Será que a hegemonia pretende demonstrar soft power de última geração além do alcance dos outros Estados nacionais? Ou será a busca incessante do poder pelo poder? Ou será ainda a busca de novos recursos naturais jamais dantes explorados? Acho que vocês notaram que eu estou em dúvida, mas e quanto a vocês leitores?

Referências:

Artigo. Tema: “How stuff Works?”

Autor: Craig C. Freudenrich, Ph. D.

Tema: “De olho em viagem a Marte, Nasa lança missão com astronautas gêmeos.”

. www.folhadesp.com.br

Domingo, 11/10/2015.

DN- Ciência, sob o título: “7 minutos de terror,” da nova missão da Nasa e Marte“.

Tema: “Nasa detalha seu projeto para colonizar Marte até 2030.”

Tema: “Missão que pretende colonizar Marte começa a criar desconfiança.”

Publicado por:Edney Abrantes

Bacharel em Direito pela UMC, Advogado OAB/SP. 178.856, Membro da Comissão de Meio-Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil, OAB/SP, Subsecção São Vicente/SP, Consultor Político formado pela MANHANELLI ASSOCIADOS, Cientista político pela FESP-SP, especialista em Política e Relações Internacionais pela FESP-SP, Associado ao Núcleo de Estudos em Relações Internacionais NEMRI da FESP-SP, Pesquisador registrado no CNPQ, Mestre em Gestão Ambiental pelo Instituto Iberoamericano, e Mestrando em PMICH em Sociedade, Comunicação e Política, pela UNISA, especialista em Marketing Político e Propaganda Eleitoral pela USP, especialista em Direito Processual pela UNISANTOS, MBA em Direito Empresarial na Strong/FGV.