O Brasil era conhecido antigamente como um país dividido em várias camadas sociais, denominando as classes como “A, B, C, D, E”, o que gerava um tremendo desequilíbrio social na distribuição da renda, principalmente, a renda per capita.
A partir do ano de 2003, os investimentos governamentais foram mais intensos na base da pirâmide social, especificamente, nas classes “D e E”, com incentivos sociais concretos, o que provocou a ascensão desta população efetivamente, a partir do ano de 2010, com programas de radicalização na extirpação da miserabilidade e da pobreza, como por exemplo, o Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida (MCMV), que serviram de estímulo para a população carente, no sentido de obterem não só uma melhora significativa em suas vidas e de suas famílias com acréscimo em suas rendas, como também o sentimento de dignidade adquirido, como fixação de novas moradias residenciais fora dos ambientes hostis e periféricos.
Assim ocorreu o levante das classes sociais mais humildes da população, até então tachadas de “D e E”, para o encurtamento da pirâmide social quase as extinguindo, formando-se agora uma figura geométrica triangular reduzida, concentrada agora nas classes “A, B, C”, sendo que esta última absorveu, quase por completo, as camadas “D e E”.
Isso não é nenhuma falácia, pois o ano de 2010 que o diga, só nele houve a ascensão de cerca de 19 milhões de pessoas inseridas na classe “C” oriundas das quase extintas classes “D e E”, sem contar ainda a elevação de parte da classe “C” para as classes superiores “A ou B”, ou seja, cerca de 12 milhões de pessoas acompanharam tal movimentação rumo a ponta da figura piramidal, o que caracterizam 49% da população, quando somadas as atuais classes sociais “A, B, C”, com uma ressalva a ser destacada, quando menciono as quase extintas classes “D e E” é que estas ainda não foram eliminadas totalmente, mas a perda de integrantes ajudou de fato a diminuir notoriamente, a massa até então existente.
Não há como negar que o levante das classes pobre e miserável, faz com que imbricassem suas rendas com o centro nevrálgico do Estado brasileiro, ou seja, a economia, ajudando a alavancá-la, rumo ao sexto lugar dentre as nações mais ricas do planeta, através de um consumo vertiginoso de mercadorias, dentre elas, os eletrodomésticos, proporcionado pelo próprio Estado, estimulando o gasto pelo consumidor final, aquecendo a economia e circulando a renda, proporcionando um melhor equilíbrio nas contas e atenuando o desequilíbrio social, com mais equidade.
As expectativas são mais positivas do que negativas, pois com a devida aceleração da economia brasileira as classes mais baixas, puderam utilizar-se de serviços dantes intocáveis, como TV a cabo, internet mais potente, obtenção de créditos bancários, possibilidade de compras no crediário, uma melhor alimentação, acesso a plano de saúde e etc., e claro, pesa ainda aspectos negativos como a não previsão de limites nos gastos individuais e familiares proporcionando gastos excessivos resultando na contração de dívidas, muitas vezes impagáveis.
Com a injeção de receita nos projetos sociais pelo governo brasileiro, concomitantemente a crise econômica globalizada, (basta vermos a China em processo de retração em sua economia gigantesca, afetando vários outros países, como reação em cadeia), o Brasil entrou tecnicamente em recessão, tendo que cortar gastos na própria carne e também diminuir incentivos sociais, como na educação, por exemplo, não pudemos deixar de mencionar a revolução social de classes que o Brasil conseguiu realizar junto a sua população mais carente.
Tal revolução levou o Brasil não só a atingir o lugar de sexto colocado, em âmbito global economicamente, como também serviu e ainda serve de paradigma na luta contra a pobreza e a miséria, sendo motivo de láurea por organismos internacionais, como aponta o relatório da Organização doas Nações Unidas (ONU), como exemplo no combate a fome e a pobreza, especificamente, em relatório formalizado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), em 16 de setembro do ano de 2014, reduzindo a pobreza extrema em 75%, bem como a pobreza em 65%, sendo um marco na história brasileira, em que o país, através de programas pontuais, diminuiu sensivelmente a pobreza extrema praticando políticas públicas de integração, como por exemplo, a agricultura familiar, tendo por consequência, praticado nada mais e nada menos que uma política de inclusão por excelência.
O paradigma brasileiro foi tão eficaz que outras nações copiam tal política de inclusão, como as nações da União Africana (U.A.), bem como o Japão estuda a possibilidade de implantação do programa Bolsa Família, o que nos faz ter certeza que o Brasil caminha para o rumo certo.

Referências:
. http://www.logisticadescomplicada.com
Tema: “As classes sociais e a desigualdade no Brasil”.
. http://www.exame.abril.com.br
Tema: “ONU aponta o Brasil como modelo de combate à pobreza”.
. http://www.brazil.elpais.com
Tema: “Brasil lidera a redução à pobreza”.
. http://www.fao.org/hunger/en/

Imagem: Portal Brasil/ SAE

Publicado por:Edney Abrantes

Bacharel em Direito pela UMC, Advogado OAB/SP. 178.856, Membro da Comissão de Meio-Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil, OAB/SP, Subsecção São Vicente/SP, Consultor Político formado pela MANHANELLI ASSOCIADOS, Cientista político pela FESP-SP, especialista em Política e Relações Internacionais pela FESP-SP, Associado ao Núcleo de Estudos em Relações Internacionais NEMRI da FESP-SP, Pesquisador registrado no CNPQ, Mestre em Gestão Ambiental pelo Instituto Iberoamericano, e Mestrando em PMICH em Sociedade, Comunicação e Política, pela UNISA, especialista em Marketing Político e Propaganda Eleitoral pela USP, especialista em Direito Processual pela UNISANTOS, MBA em Direito Empresarial na Strong/FGV.